31 de dezembro de 2015

Diary of a madman for wine in Mendoza - day 0












Reúna tradição à inovação. O "velho" ao "novo". Latinos e Europeus. Essa mescla de aparentes contradições define o povo do país de  Fangio, do Papa Francisco, de Lionel Messi. Agora tempere tudo isso com uma das paisagens vitivinícolas mais deslumbrantes do mundo... Pronto, aqui está a essência do vinho argentino!

Em recente viagem organizada pela Wines of Argentina e seu representante no Brasil, André "Deco" Rossi, pude experimentar toda essa "vibrante serenidade", transmitida através de visitas a 11 vinícolas, contato com 26 produtores e degustando quase 200 vinhos em 5 dias. 

Sem contar 2 seminários de altíssimo nivel, um sobre Malbecs de diferentes terroirs e outro sobre marketing vitivinícola. Literalmente, uma pauleira.

Um dia antes de iniciar o programa oficial de visitas, tive a grata oportunidade de visitar a famosa Bodega Lagarde, fundada em 1897 e adquirida em 1969 pela família Pescarmona, hoje representada pelas irmãs Sofia e Lucila.
A identidade da Lagarde reside no fato de ser uma bodega familiar produtora de vinhos de alta gama, tendo como um dos principais pilares a inovação. O bonachão Juan Roby é o enólogo responsável por trazer a magia da Lagarde ao copo.
Juan revelou que a tendência atual da vinícola é o emprego de recipientes de maior volume, com intuito de reduzir o impacto do carvalho no vinho. Segundo ele, esse procedimento origina vinhos com maior pureza, sem perder a elegância que o estágio em madeira confere.

Degustei dez vinhos, bastante representativos das linhas da vinícola, que descrevo abaixo. Só não degustei a linha Altas Cumbres, que tem um espumante, 3 brancos e dois tintos, todos varietais, todos elaborados para serem bebidos jovens. Os vinhos são comercializados no Brasil pela Devinum.


vinhos degustados

Linha Lagarde: são 7 varietais (3 brancos e 4 tintos) e um Rosé (Malbec e Pinot Noir). Todos os vinhos tintos estagiam 8 -10 meses em madeira (50% do lote, entre carvalho francês e americano)

  • Chardonnay 2014: Elaborado através de fermentação tradicional em inox, com temperatura controlada. Álcool 13,2%. Minha primeira impressão foi de mineralidade, muito além da fruta tropical. Juan não deixou compará-lo à um Chablis básico, sendo que a identidade do vinho era única. Está correto. Por aqui vale os 70-80 reais, com certeza!!

  • Blanc de Noir (Rosé) 2015: o corte de Pinot noir com Malbec funciona bem. A cor é bem clarinha, com expressão de fruta vermelha no nariz. Álcool 13,2%. Achei aqui a acidez um pouco mais baixa.

  • Malbec 2014: e começaram os Malbecs... fruta vermelha e negra no nariz, bela acidez na boca. Um pouco mais quente no fim, com seus 14% de álcool.

Linha Guarda: linha superior, elaborada em pequenas quantidades. Compreende 4 varietais (Malbec, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Chardonnay) e um Blend tinto.


  • Guarda Chardonnay 2014: Proveniente de vinhedos de 1350 m de altitude, sendo 40% fermentado em barricas francesas. Não realiza fermentação maloláctica. 14,4% de álcool que não se sente... Que vinho!!! Perfeita integração da fruta com a passagem por madeira. Ainda não temos nas terras tupiniquins...infelizmente.

  • Guarda Malbec DOC 2012: vinhedos de 1906? Isso mesmo! Atrás do restaurante você pode visitar o vinhedo e ver as parreirinhas de Malbec velhinhas... A fermentação clássica é feita em inox e o envelhecimento em barricas usadas por 12 meses. Aqui o álcool aparece (14,2%), porém a concentração de fruta deixa o conjunto bastante agradável.















Linha Primeras Viñas: vinhos únicos, com bom potencial de guarda. Produzidas 4.000 a 15.000 garrafas/ ano, dependendo do potencial da safra. Representada por dois vinhos varietais (Cabernet Sauvignon e Malbec)

  • Primeras Viñas Malbec 2012: também proveniente dos vinhedos de 1906 e outros de 1930. Porém, um manejo único origina vinhos extremamente concentrados e complexos: leveduras indígenas, maceração pré fermentativa por 3 dias (contato com as cascas antes da fermentação), remontagens diárias (ficar "mexendo" no conteúdo do tanque, para homogeneizar), além de amadurecimento por 12-14 meses em barricas francesas novas... aromas de chocolate, cacau, mentolado; sedoso e elegante na boca...WOW!!! Para padrões brasileiros atuais, é caro... algo em torno de R$ 250,00. Super indicado para uma comemoração especial.

Linha Henry: são os vinhos TOP da vinícola, blend que varia ano a ano, de acordo com a performance dos vinhedos e varietais, desde a primeira elaboração em 1990. Tivemos o prazer de degustar a safra disponível no mercado (2010) e as safras que ainda repousam em garrafa (2011 e 2012)



Henry 2010, 2011 e 2012





















  • Henry Gran Guarda Nº1 2010: se tivesse que escolher uma palavra para descrever esse vinho seria" impressionante". 33% de Cabernet sauvignon, 21,5% de Malbec, 24% de Petit Verdot e 21,5% de Cabernet Franc; Vinhedos de 1906, 1993 e 1998; 20 dias de maceração; 24 meses de envelhecimento em barrica e um ano em garrafa antes de ser lançado ao mercado...O valor é alto (na Argentina também), em torno de R$380,00. Mas como digo em alguns casos especiais, este vinho vale cada peso, dólar ou real investido... Potencial de guarda? Mais de 15 anos!!

  • Henry Gran Guarda Nº1 2011: corte de Malbec 70% e Cabernet Sauvignon 30%, a ser lançado no início de 2016; mineral, frutado e floral, com perfil distinto do 2010. Achei o blend de 2010 superior.
  • Henry Gran Guarda Nº1 2012: Neste blend foram empregados 48% de Malbec, 26% de Petit Verdot, 16% de Cabernet Sauvignon e 10% de Cabernet Franc. Impressionante como o emprego de Petit verdot traz complexidade e estrutura ao vinho; vida longa e próspera, deve evoluir tão bem ou melhor que seu irmão dois anos mais velho...

Depois dessa bela degustação, só nos restava saborear os pratos do restaurante da vinícola, impressionantes nos sabores harmonizados aos vinhos... Programa imperdível para quem visitar a Lagarde!!






15 de novembro de 2015

Filipa Pato


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Você a conhece? Ouviu falar dos vinhos do pai dela, referência em Portugal, mais precisamente na região da Bairrada?

Ora pois, Filipa é filha de Luis Pato, famoso enólogo (digo, engenheiro, como gosta de ser chamado), "embaixador" da casta Baga, uva tinta que ganhou nova roupagem na família Pato. 
Esta variedade, quando colhida antes de atingir o ponto ideal de maturação, pode gerar vinhos extremamente tânicos, característica acentuada quando ocorre a fermentação (frequente) em conjunto com o engaço.

Após se formar engenheira química pela Universidade de Coimbra, Filipa Pato estagiou em Bordeaux, Argentina e Austrália. Retornou a Portugal em 2001, quando iniciou um projeto pessoal na região, com estudo de locais de cultivo para as variedades locais.

Engana-se quem acredita que o começo foi fácil para Filipa; o pai lhe deu o sobrenome (que certamente ajudou), mas nenhuma vinha ou terra. Teve que começar do zero, desde a investigação do local e a compra de uvas. Mas assegura que foi a forma de encontrar os melhores vinhedos.
Em 2005 produziu seus primeiros vinhos, e no mesmo ano, em conjunto com o pai, elaborou o FLP, baseado em técnica de crioextração. Sempre na vanguarda, a mente aberta de Filipa permite que tradição e inovação se complementem.

Pois bem, tive a oportunidade de conhecer Filipa Pato e seu igualmente simpático marido Willian Wouters (chef e sommelier belga) em um jantar harmonizado no Restaurante Taberna 474, organizado pela incansável Cristina Neves. Por sinal, o Taberna 474 é uma excelente dica para um almoço ou jantar descolados, pela excelente qualidade e bom preço.

Durante nossa conversa, pude revelar que estava na vinícola de seu pai em 2011, e o mesmo não pôde me receber pessoalmente, pois havia saído para acompanhar o nascimento do neto, filho de Filipa. Dentre histórias e risadas, comparamos nossos nomes com bom humor: Ela, Filipa Campos Pato. Eu, Felipe Campos. 

No jantar inteiro, chamou-me a atenção a disposição de Filipa; explica seus vinhos várias vezes, com a mesma paixão, sem frescura, afetação ou "maquilhagem".

Ostras
O Primeiro prato servido foi a dupla de ostras frescas, e o vinho escolhido foi o Filipa Pato 3B rosé, vinho conhecido de longa data, sempre com boa aptidão para frutos do mar (corte de Baga 70% e Bical 30% - o terceiro 'B" fica por conta da Bairrada). Boa harmonização, porém na minha experiência, a afinidade fica ainda melhor com camarão, lulas e polvo acompanhados de molho suave, pela característica mais encorpada do vinho. 





Cru de sardinha

Na sequência, o Cru de sardinha. Bem elaborado, o prato tinha como componente importante a gordura.
Além das notas frutadas de lima e maçã, a mineralidade e a acidez do belo branco FB Bical e Arinto 2014 "cortaram" o prato com elegância, amplificando os sentidos enogastronômicos. Muito bom!







O Polvo à tasquinha foi o prato que veio a seguir, e para mim, o melhor!!
Servido no ponto certo, com batatas e cebola, esse polvo necessitava de um vinho branco à sua altura no quesito corpo. E achou o par perfeito com o complexo Nossa Calcário Branco 2013.
Filipa conta que a primeira palavra pronunciada quando degustavam esse vinho era: "Nossa!"- Então o nome estava escolhido!(detalhe técnico: 100% uvas Bical provenientes de vinhas de mais de 25 anos, fermentado em barricas).
Polvo à tasquinha




E seguiram-se os tintos...

O primeiro tinto, FP Baga 2014, é elaborado com a tinta Baga proveniente de vinhas entre 15 e 80 anos. Não passa por madeira, fermentando em lagares e estagiando em inox por 6 meses. Mantém, portanto, o caráter da varietal, frutado, tanto nos aromas quanto na boca, onde possue uma acidez muito bem equilibrada. Atenção ao preço desse vinho, por volta de R$60,00!!






Costela assada

A Costela Assada com Farofa de Amêndoas, uma delícia, foi bem escoltada pelos tintos, porém aqui o vinho frutado perde um pouco de terreno... Nada que não foi resolvido com a chegada do inicialmente tímido no aroma (recomendo aerar antes de servir por 30 minutos) colossal Nossa Calcário 2010. Este vinho é o símbolo do regate de Filipa às tradições locais; elaborado com uvas de videiras muita antigas da região, colhidas à mão, sem recursos de herbicidas. A vinificação é feita em lagar de carvalho, estagiando mais 18 meses em barricas de carvalho francês (20% novas, 80% usadas). Estupendo após um tempo no copo, com notas complexas de fruta vermelha muito madura, aromas terciários de couro, defumados e se esperasse, com certeza o vinho evoluiria mais, muito mais...



Para finalizar, o saboroso vinho doce FLP 2008, com somente 10% de álcool, fácil de beber, com uma leveza e acidez impressionantes, priorizando o perfil frutado (maçã). Excelente opção para sobremesas não muito doces, à base de frutas, ou mesmo queijos.


E para carimbar o perfil inovador aliado às tradições locais, Filipa brindou-nos com seu raro Espírito de Baga, feito como os vinhos do Poro, com pisa a pé em lagares, e depois de alguns dias a fermentação sendo interrompida com aguardente de... Baga!!(Filipa confessa que procurou muito até achar a aguardente de Baga correspondente ao mesmo ano).
Produzidas somente 1000 garrafas, que evidenciam todos os aromas e sabores de frutas vermelhas e negras em geléia, como amora, groselha, cereja, ameixa, tabaco, especiarias...



Finalizando, se estiver procurando exemplos de vinhos que são um espelho do seu produtor, sem "maquiagem" ou disfarces, e que traduzem sua paixão pela "terrinha" e cuidados com as uvas, minha sugestão é que você experimente os vinhos da Felipa. Não vai se arrepender...
Importados pela Casa Flora.




11 de novembro de 2015

Blog retornando...


Após algumas interrupções decorrentes das provas de fortificados e business do Diploma da WSET, retomo com prazer minha atividade de blogger. 
Além disso, feliz com o Restaurante MoDi, onde presto consultoria, pois ganhamos o prêmio de melhor carta de vinhos pela Edição 2015/2016 da Veja Comer e Beber-SP.

E nada melhor do que compartilhar algumas sugestões de vinhos para tempos de crise...ou seja, para poder passar bem o fim do ano, sem sangrar a carteira!

As indicações abaixo são provenientes de várias degustações, onde fiquei muito atento à relação custo-benefício:

Categoria: "brancos para o verão":

Trapiche Broquel Torrontés 2012, 14% álcool: Muito aromático (tangerina, rosa branca), e com boa acidez agraciada pela altitude em que a Torrontés é cultivada (1750 metros, Salta, Argentina). Não se assuste com o teor alcoólico, pois ele não aparece e o vinho é bastante refrescante. Para beber já! R$95,00 na Interfood










 Calanica Insolia Chardonnay 2014, 12% Álcool: do mesmo grupo (Duca di Salaparuta, Sicília, Itália) que faz o famoso vinho Corvo, (e será objetivo de um próximo post, pois a qualidade mudou MUITO) este branco surpreende. Passa 4-5 meses "sur lie", ou em contato com as leveduras, onde adquire complexidade aromática além das notas de fruta (maçã) R$89,90, na Interfood








JPR Loureiro 2014, 12% Álcool: por inacreditáveis R$47,00 você adquire esse vinho na Casa Flora. Conversando com minha competente amiga Cristina Neves, cunhei uma frase: "em tempos de crise, se não der para beber Alvarinho, vamos de Loureiro" (lembrando que os mais famosos - e caros - vinhos verdes são feitos com a varietal Alvarinho no Minho, norte de Portugal). De quebra você leva 15% de Alvarinho nesse vinho, onde se destacam as notas cítricas, podendo ser servido como aperitivo, ou escoltando uma salada.





Apresentado pelo proprietário da vinícola Sr Jose Luis Muguiro, o Rueda 2014, 12,5% Álcool é fruto do pioneirismo da famosa bodega espanhola Marqués de Riscal na D.O. Rueda. Bem clarinho, com aromas que remetem a maracujá, é bastante refrescante na boca, sem perder o caráter da varietal. Como os seus grandes tintos Reserva e Gran Reserva, este vinho é extremamente bem feito, utilizando a variedade Verdejo e uma pequena porção de Viura. Custa R$ 80,90 na Interfood. Ao lado, Sr. Muguiro com o ícone Gran Reserva 2005 - um tinto sensacional; para os corajosos, vale cada centavo dos R$ 299,90 pagos.


The Apple Doesn't Fall From The Tree Torrontés 2014, 13% Álcool (winebrands) Vistalba, Argentina: além do original e elaborado trabalho de rótulo, este vinho é um dos meus favoritos para acompanhar mexilhões com vinagrete, prato totalmente verão. A uva Torrontés pode gerar um vinho extremamente aromático e enjoativo quando mal trabalhado, caso que definitivamente não acontece aqui. Matias Riccitelli é extremamente cuidadoso, desde a colheita (totalmente manual) até o processo de vinificação com leveduras selecionadas, contato com as peles por 8 horas e rigoroso controle da temperatura de fermentação em tanque de aço. Aromas florais (lichia, rosas) e acidez excepcional definem este vinho. Em torno de R$ 95,00 na importadora.



Rocca delle Macìe Moonlite 2013 13% Álcool: este corte de Chardonnay, Vermentino, Pinot Grigio e Trebbiano entrega um toscano branco moderno e super aromático, porém delicado, com notas florais e cítricas, bastante versátil e com aptidão para os frutos do mar e massas leves . Ideal? Orzotto de frutos do mar! R$ 99,00 na Decanter










Categoria: "Não vivo sem um tinto mesmo no verão":


Georges Doboeuf Fleurie 2011, 13% Álcool; feito com a uva Gamay, interessante opção para muitos beaujolais diluídos. Georges Doboeuf é um dos reis deste "Cru" de Beaujolais na França, e o fruto do trabalho neste vinho de R$130,00 (Interfood) é uma nota de framboesa intensa, sem ser agressiva, seguida por um floral delicado.








Altano Tinto 2012, 13,5% Álcool: proveniente do clima quente do Douro, seu teor alcoólico não sobressai, e o conjunto composto pelo blend de Touriga Nacional, Tinta Barroca e Tinta Roriz é bastante elegante, onde predominam as frutas vermelhas no aroma. Com a paleta de cordeiro do MoDi ficou divino. R$ 86,90 no site da Mistral.









Categoria : "alternativas para o Champagne no fim do ano":

Salton Paradoxo Brut 11,5% Álcool: Corte corajoso (Viognier, Alvarinho, Sauvignon Blanc e Malvasia) e muito bem executado pelo enólogo Gregorio Salton, uma explosão de frutas cítricas e flores na boca. Excelente como um welcome-drink ou aperitivo. R$196,00 por 6 garrafas no site da Salton, o que dá R$ 32,00 por garrafa!!!Brasil-sil- sil!!



Pizzato Brut: aromas de marmelo, abacaxi e caju harmonizam super bem com o conjunto refrescante e de excelente corpo. Por incríveis R$ 67,00 você faz a festa! Direto na Pizzato tel (054) 3055 0040; dá -lhe Brasil!











Salentein Cuvée Speciale 2014; espumante rosé dos hermanos de raça, extremamente bem trabalhado, de coloração bem delicada, com aromas de frutas vermelhas frescas (cerejas, morangos, framboesas) e leveduras, excelente acidez e encorpado. muito gastronômico e altamente recomendável; trazido recentemente pela Zahil, por R$ 74,00.



Bom, espero que as dicas ajudem!Grande abraço e em breve mais novidades!!

22 de setembro de 2015

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ARGENTINA TASTING EXPERIENCE 2015

A grande metrópole brasileira sediará o lançamento mundial desta nova iniciativa da Wines of Argentina para apresentar alguns dos melhores vinhos daquele país. O evento contará com uma Mega Degustação às cegas, degustações sensoriais sobre diferentes temas e um espaço central com um bar que terá os vinhos premiados com medalhas de Ouro e Prata no último Argentina Wine Awards.
No dia 30 de setembro de 2015, às 16:30, a Wines of Argentina, realiza o Argentina Tasting Experience na cidade de São Paulo no Hotel 115 - Vila Madalena (Rua Girassol, 115). O evento contará com uma Mega Degustação às cegas, degustações sensoriais sobre diferentes temas e um espaço central com um bar que terá os vinhos premiados com medalhas de Ouro e Prata no último Argentina Wine Awards.
O Argentina Tasting Experience é um evento dinâmico e interativo e os participantes poderão participar de várias palestras onde os palestrantes serão renomados enólogos como Alejandro Vigil (Catena Zapata), Sebastián Zuccardi (Familia Zuccardi), Bernardo Bossi (Casarena), Hervé Birnie Scott (Diretor da Chandon) e Manoel Beato (Sommelier-Chefe do Grupo Fasano), entre outros.
Cerca de 150 pessoas terão a oportunidade de provar às cegas os 18 vinhos premiados com troféu e com medalha de ouro na última edição dos Argentina Wine Awards. Outra atividade durante o dia incluirão o "BAR AWA" com 22 vencedores de medalhas de ouro e prata na AWA 2015. O evento começa às 16:30 e vai até às 23:00.
Esta será uma forma inovadora de apresentar vinhos de forma descontraída e instrutiva.
Haverá também um espaço central e social, mais “lifestyle, para que os convidados possam aproveitar um cocktail exclusivo, com música e um um DJ convidado, além de um espaço de fotos cabine de fotos para aqueles que desejam ser fotografado.
As entradas para o evento serão vendidas através do sitehttps://semhora.com.br/…/e…/ate-argentina-tasting-experience
Os valores são:
- Palestras (16:30 às 19:00): R$ 80,00.
- Degustação Principal (20:00 às 22:30): R$ 100,00.
- Pacote Palestras + Degustação: R$ 150,00.


As Vinícolas argentinas participantes:
ANDELUNA CELLARS
BODEGA ARGENTO
BODEGA ATAMISQUE
BODEGA DEL FIN DEL MUNDO - PATAGONIA ARGENTINA
BODEGA RIGLOS
BODEGA SEPTIMA
Bodegas Salentein
CASA BIANCHI
CASARENA
DOÑA PAULA
EL ESTECO
FAMILIA ZUCCARDI
FINCA SOPHENIA
KAIKEN
LAGARDE
MASCOTA VINEYARDS
NIETO SENETINER
NORTON
PASCUAL TOSO
PROEMIO WINES
RICCITELLI WINES
TERRAZAS DE LOS ANDES
TRAPICHE
VINORUM
Sobre o Argentina Wine Awards:
Organizado desde 2007 pela Wines of Argentina, o AWA é a competição mais importante para o vinho argentino. Ele reúne os mais prestigiados especialistas internacionais e permite que as vinícolas locais mostrem ao mundo a força e qualidade de seus vinhos. Seu objetivo é avaliar e reconhecer a qualidade e o progresso do vinho argentino.
Os critérios utilizados para degustação são baseados na classificação de todas as amostras por tipo, variedade e preço, realizando provas às cegas.
O júri varia de acordo com cada edição, reforçando os diferentes aspectos dos mercados-alvo. No entanto, é sempre garantido que terão 12 especialistas altamante qualificados, com uma visão geral do mercado mundial do vinho, quer sejam jornalistas, Master of Wine, Master-Sommelier e Enólogos, entre outros. Além disso, a equipe destes jurados internacionais são sempre acompanhados por seis especialistas de prestígio da Argentina.

Sobre a WofA
Wines of Argentina é a entidade responsável pela “marca” vinho argentino no mundo. Desde 1993, a organização promove a imagem de vinhos locais no exterior, bem como ajudando a orientar a estratégia de exportação da Argentina, estudando e analisando as mudanças que ocorrem nos mercados de consumo. O seu objetivo é contribuir para a consolidação da Argentina entre os principais exportadores de vinho do mundo e contribuir para o sucesso global da indústria do vinho, procurando levantar a percepção positiva no comércio, formadores de opinião e consumidores.

Maiores informações: Ate2015@winesofargentina.com

Compre o seu ingresso pelo Website ou pelo Aplicativo - https://semhora.com.br/
SEMHORA.COM.BR|POR DEVELOPER SEMHORA.COM

15 de setembro de 2015

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Sbav/SP realiza Festival do Espumante 2015

Com o objetivo de promover o espumante para os apreciadores da bebida e consumidores de vinhos em geral, a Sbav/SP realiza mais uma edição do Festival do Espumante, no próximo dia 25, em São Paulo. Já são nove expositores confirmados: Adolfo Lona, Cave Geisse, Chandon, Decanter, Miolo, Salton, Pizzato e Vinícola Aurora, além dos Produtores da Campanha Gaúcha, que trazem em seu portfólio cinco marcas regionais.

Festival tradicional já aguardado pelos produtores como oportunidade para reforçar a imagem dos seus produtos no mercado e vender ao consumidor final, terá nesta edição um atrativo adicional. Além de produtos nacionais, também serão expostos espumantes de outros países.  “Este evento vem se mostrando um sucesso ao longo dos anos e estamos muito otimistas com relação à edição 2015. Teremos a presença de produtores e importadores relevantes, que apresentarão ao público produtos de alta qualidade”, afirma Gilberto Medeiros, presidente da Sbav/SP.

O evento será realizado no Hotel Pestana (Rua Tutóia, nº 77), das 16h às 21h. Recomenda-se a compra antecipada do ingresso pelo e-mail reservas@sbav-sp.com.br ou pelo telefone (11) 3814-7905. Os valores são R$ 30,00 (para associado SBAV/SP) e R$ 50,00 (para não-associados).

Serviço:
Festival do Espumante
Data: 25 de setembro de 2015
Horário: das 16h às 21h
Local: Hotel Pestana (Salão Bellatrix) - Rua Tutóia, 77, Jardim Paulista – esquina com a Av. Brigadeiro Luís Antônio
Valores: R$ 30 (para associado Sbav/SP) e R$ 50 (para não-associados).

Ingresso: reservas@sbav-sp.com.br ou telefone (11) 3814-7905.

31 de maio de 2015

MoDi, agora no Shopping Pátio Higienópolis!

Dia 8 de junho a segunda casa do MoDi será aberta, no Shopping Pátio Higienópolis, ocupando um espaço anexo, com entrada pela Livraria Saraiva e outra independente, pela avenida Higienópolis.

Colaborei como consultor da carta de vinhos, bastante democrática, porém privilegiando os rótulos italianos, em sintonia com a diretriz gastronômica da casa. Rótulos de diversas regiões, com uma gama abrangente de vinhos de excelente custo benefício.

Abaixo um "teaser" do novo MoDi, feito por mim. Bons goles e nos vemos lá!!

video






26 de maio de 2015

São Paulo F.C. e Porto: Paixões Reunidas


Lançamento oficial dos vinhos do SPFC no Salão Nobre do Morumbi
No dia 19 de maio foi lançada oficialmente a edição limitada de Vinhos do Porto do São Paulo F.C., através de uma parceria entre o clube, a Emcodouro, a Sogevinus e a Galeria dos Vinhos. A Emcodouro (Export Management Company of Douro) é uma empresa especializada na exportação de produtos com origem no Douro e Trás-os -Montes (Portugal) e desenvolve projetos específicos para promover o Douro, primeira região vinícola demarcada do mundo (na verdade disputa essa colocação com Tokaj, na Hungria, mas isso já é outra história...).
A Sogevinus, detentora da marca Kopke, é a fornecedora dos vinhos, e a Galeria dos vinhos é uma loja virtual multimarcas responsável pela venda e distribuição dos kits do projeto.

O destaque fica por conta do kit composto pelo Vinho da Fundação, com tiragem limitada a 1930 caixas, composto por um Vinho do Porto da década de 30 (na verdade, um blend de 5 barris daquela década- sim, é um Colheita, não um Vintage), acompanhado de 2 copos de cristal, um pergaminho certificando a origem do vinho e a numeração e réplicas em cristal dos troféus mundiais conquistados pelo SPFC em 1992,1993 e 2005. tudo devidamente acomodado em uma caixa de madeira revestida em couro com as cores do clube e envolta em uma estrutura de alumínio escovado, devidamente numerada, podendo ser personalizada com o nome do torcedor. "Um artigo muito especial para os fãs de vinho, história e futebol", explica Carlos Miguel Aidar, presidente atual do SPFC. 


Kit Vinho da Fundação


Os valores do Kit variam de acordo com a numeração:
  • Caixas 1 e 1930--------------- R$ 30.000,00
  • Caixas do 2 a 9---------------  R$ 20.000,00
  • Caixas do 10 a 99------------- R$ 15.000,00
  • Caixas do 100 a 1929---------R$ 10.930,00
O preço assustou? Os kits esgotaram? Não fique triste, torcedor são paulino, porque para os apaixonados pelo clube também foram lançados os vinhos São Paulo FC Campeão Mundial 92, Bicampeão Mundial 93 e Tricampeão Mundial 05. Todos também vêm com um vinho do Porto (10 anos) e em estojos que contêm o vinho e uma réplica (em vidro) de um dos troféus mundiais conquistados. Cada box será vendido separadamente, a um custo de R$ 139,00 para quem se registrar até 20 de julho, e R$ 193 para compras efetuadas a partir de 21 de julho deste ano. Quem comprar a coleção completa dos vinhos "Campeão Mundial" - ou seja, as três caixas - terá 10% de desconto.

box 1992



box 1993

box 2005











Os pedidos devem ser feitos exclusivamente pelo site www.spfcvinhos.com.br, onde também poderão ser encontradas todas as informações sobre prazos de entrega e detalhes dos kits.

E como todo bom são paulino, finalizo com a foto das três taças mundiais originais reunidas...


6 de janeiro de 2015

Olé!

fonte:hipersuper.pt

Harmonização de vinho com comida não é uma ciência exata... Porém, há alguns princípios que devem ser respeitados para extrairmos (ou pelo menos tentarmos extrair) o máximo prazer numa refeição regada à bebida de Baco.

Algumas vezes, as harmonizações são boas; outras, ótimas. Raramente sublimes... Situações despretensiosas como um almoço com colegas (e antes de tudo, amigos) podem se transformar em momentos únicos, inesquecíveis, se a sinergia entre alimento e bebida ocorrer de forma natural, porém pensada.

Apostando nos dotes culinários "geneticamente" adquiridos (e naturalmente aprimorados) da minha competente colega e amiga de consultório Maria Victoria Martinez Descalzo, realizamos finalmente um almoço de sotaque espanhol. O combinado: Ela elaboraria o que quisesse, me passaria o cardápio e então eu cuidaria da harmonização com os vinhos... Tarefa difícil, em se tratando da riqueza da culinária espanhola, seus temperos, suas combinações inusitadas, a profusão de Tapas...
Confesso que se fosse comida árabe eu estaria mais acostumado, pois já tenho experiência com outra amiga que cozinha com maestria comida daquelas bandas...rs (abordarei isso em um próximo post).

Mas vamos aos pratos e vinhos!

O Cardápio...

Tapas:

  • Pulpo a la gallega

mesa de Tapas
  • Homus
  • Azeitonas pretas temperadas
  • Amêndoas assadas salgadas
  • Saladinha de pimentão e bacalhau
  • "callos a la madrileña"
  • "pa amb tomaca" (pão com cobertura de tomate ralado temperado com azeite, sal e alho + jamón)
  • chorizo





pulpo a la gallega

detalhe do "pa amb tomaca"








































E o que escolher para harmonizar, com tantos sabores e texturas, pesos e temperos diferentes? Um vinho que limpasse as papilas gustativas, com bastante frescor e complexidade... E claro, como não poderia deixar de ser, um belíssimo Cava, o Castellroig Brut Nature (citada no meu penúltimo post), que desfilou com elegância pelos Tapas, abrindo os serviços da melhor forma possível.





Primeiro prato:
  • Salada de folhas, tomates grape, nozes e lascas de parmesão. Temperada com molho de alcaparras, mostarda de dijon, limão, azeite, alho e mix de pimentas moídas.











Neste ponto, estávamos nos preparando para o prato principal e finalizando os Tapas. Optei por um branco originário da região do pai de Maria Victoria, Requena, próximo a Valencia. O Las 3 2012 é um "Vino de Pago" da Chozas Carrascal, originário de um blend de Chardonnay, Sauvignon Blanc e Macabeo (também conhecida como Viura). A título de curiosidade, os chamados Vinos de Pago pertencem a uma categoria criada em 2003, aplicada a propriedades individuais, com alta reputação, que focaram o cultivo de variedades internacionais. De cor amarelo palha, com aromas de fruta madura, temperos (tomilho, alecrim) e especiarias (notas de baunilha), este branco possue um bom volume de boca, acidez média/ média -alta, com 13,5% de álcool. Excelente com o final dos Tapas e a salada...

Ficando com água na boca? Tem mais...


Prato principal:


  • "Arroz Al Horno": Arroz de forno com costelinha de porco, grão de bico, linguiça, tomates e batatas laminadas. Apresentação linda, para iniciar comendo com os olhos...



Aí eu tinha que entrar com um tinto. E o meu escolhido, pela boa acidez que caracteriza a uva, bem como seu caráter frutado intenso (que nesse caso aliou-se a algumas notas de franca evolução pela idade) foi o Cuatro Pasos 2008, 100% Mencía. De cor rubi com evolução, apresentava aromas complexos de frutas negras, cerejas, especiarias (pimenta), notas de madeira e toques minerais. Na boca, bela acidez e corpo necessário para escoltar o peso do prato. Nota 10!!!!






O final da refeição nos reservava uma deliciosa surpresa, porém um desafio no que diz respeito à harmonização: uma Pavlova de frutas amarelas! Em forma de bolo, esta sobremesa tem como base o merengue, sendo crocante por fora e macia por dentro, geralmente recheada de frutas vermelhas. A sacada foi utilizar frutas amarelas frescas (ameixa, nectarina, pêssegos, manga, maracujá), bem de acordo com o dia quente. E aí? O que utilizar? Eu precisava de um vinho (espanhol) tão ou mais doce que a sobremesa, com boa acidez e de preferência, aromas de frutas amarelas... Eu precisava de um Málaga!!!
E para minha (ou melhor, nossa) sorte, eu havia trazido um Málaga Jorge Ordonez Victoria 2 2013 de uma viagem recente à Espanha. Homenagem à nossa anfitriã ou coincidência?rs
Subestimados, os Málagas são elaborados com a uva Moscatel de Alexandria, como é o caso deste vinho, derivado da seleção manual de uvas de parreiras com mais de 50 anos, deixadas para secar por um longo período, quando os bagos perdem água e concentram os açúcares. A fermentação destes cachos semelhantes a uvas- passa ocorre então sem a adição de álcool.

A cor amarelo-palha poderia até prenunciar um vinho pouco encorpado...porém...Aromas de frutas tropicais em profusão, acidez lá em cima e doce, muito doce (luscious, como diriam os ingleses). Quer mais? Após um tempo na boca, aromas e sabores de...frutas amarelas! Pêssego, ameixa...Típica harmonização por similaridade, com untuosidade equilibrada entre a sobremesa e vinho, acidez correta para limpar o paladar e a "cereja do bolo": aromas e sabores das frutas. Prato crescendo com o vinho e vice versa!!Indescritível!!


Para terminar esse post, vou pedir licença e reproduzir o que Vitória já escreveu, acrescentando um detalhe a mais...
"Saímos da mesa quase às 19 horas, aproveitando, aos poucos, todos os sabores e aromas, que, exceto pelo homus, me remeteram à minha tão querida Espanha..." Acrescento: não é sua querida Espanha...mais do que nunca, nossa também...rs