30 de dezembro de 2014

Champagne e um escudeiro de peso...

Continuando o papo das borbulhas, gostaria de mencionar um Champagne que degustamos recentemente e chama atenção pela sua qualidade e pelo preço:

Jean Pierre Fleury Brut: biodinâmico, este Champagne tem cor amarela de média intensidade, com aromas que remetem a fruta tropical muito madura, própolis, mel e rapadura, além dos habituais aromas de panificação e uma interessante nota oxidativa no fim. Na boca é complexo, com excelente acidez e corpo. Pede comida!!R$ 195,00 na de la Croix


O "escudeiro" de peso nada mais é do que um... Italiano!!!

Ferrari Perlé Nero 2004: proveniente da DOC Trento, no norte da Itália, este espumante (que não tem associação com os carros), feito pelo método clássico apresenta aromas complexos, com tostados, frutas secas e baunilha, com alta acidez e excelente corpo na boca, aliados à cremosidade.
Preço:R$ 345,45 na Decanter; acho que deve ser reservado para ocasiões muito especiais.


Uma dica: se quiser tomar um bom Champagne por um preço menor, não enxergo melhor custo benefício do que a Champagne Dampierre Brut Grand Cuvée, que é encontrada a R$ 130,00 no site da Todovino/Interfood. Detalhe importante: não apresenta o mesmo vigor/acidez de um ou dois anos atrás, mas está excelente para ser bebida já. A importadora descontinuará a importação desta produto.

23 de dezembro de 2014

As tradicionais borbulhas de fim de ano...

Fim do ano é festa... Pode não ter sido um ano "tão bom" do ponto de vista financeiro para muitos brasileiros, mas... FESTA é FESTA!

Como já é tradição, a equipe de degustadores da Revista Menu se reuniu no Restaurante North Grill (Shopping Frei Caneca) para degustar 60 amostras de espumantes, com preços variando de R$ 29,80 a R$ 345,45. Os espumantes cuidadosamente selecionados por Suzana Barelli contemplavam tanto os elaborados pelo método clássico (Champenoise) como pelo método Charmat, de diferentes nacionalidades, incluindo vinhos brasileiros. Todos foram degustados às cegas, e como sempre tivemos resultados surpreendentes; você pode conferir o painel na Revista Menu de Dezembro, que já está nas bancas.

E enquanto você não "degusta" a Menu, coloco aqui alguns exemplares que me chamaram a atenção:

Salton Evidence: produzido na Serra Gaúcha pelo método clássico, com 70% de Chardonnay e 30% de Pinot Noir. De cor amarelo palha, no nariz traz notas de frutas brancas e especiarias. Bastante equilibrado, com boa acidez. Chamou a atenção pelo custo benefício: R$ 50,00, na Salton.









Lírica Brut: outro brasileiro, produzido na região de Pinto Bandeira pelo método Champenoise; corte de Chardonnay com Gouveio, verdeal na cor, com notas cítricas no aroma. Na boca é simples, porém equilibrado, bastante agradável. Já foi destaque no ano passado. Por R$ 65,45 na Decanter.









Freixenet Cordon Negro: representante de um dos gigantes produtores de Cava. No aroma, notas de casca de fruta cítrica e erva doce; paladar um pouco mais rústico, mas bastante fresco, com boa acidez. R$ 76,50 na Qualimpor.












Codorniu Seleccion Raventós: outro cava de boa relação custo benefício (R$ 85,90 na Todovino/Interfood), bastante correta e com boa acidez, apesar de faltar complexidade.











Castellroig Reserva Brut Nature: mais complexa, este Cava apresenta aromas de biscoito, frutas secas e baunilha. No paladar, a acidez corretíssima é bem equilibrada ao conjunto, com longa persistência. R$ 131,00 na Grand Cru.




Luis Pato Bruto 2010: um velho conhecido e apreciado há tempos. Elaborado com 90% de uma uva tinta, a baga ("domada" com maestria por poucos, como Luis Pato) e 10% de Maria Gomes, este espumante português da Bairrada tem cor rosada de média intensidade, complexidade aromática (remete a especiarias, couro novo e uma nota vegetal/silvestre) e boca bastante equilibrada. Muito gastronômico.
Sai por US$ 39,90 na Mistral.






Murganheira Rose Bruto 2007: da região de Távora -Varosa, norte de Portugal, vem este excelente rose, que utiliza Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional para compor o blend. Cor salmão, com aromas que remetem a frutas vermelhas, bala toffe (caramelo) e fermento. Conjunto equilibrado, com longa persistência e também bastante gastronômico. R$140,00 na Epice.



São diferentes faixas de preço, mas todos você pode beber com grande prazer! Mais dicas de espumantes para as festas no próximo post! Feliz Natal!!!

13 de dezembro de 2014

Vinho bom é vinho caro? E vinho caro, é vinho bom?

fonte: colunasaboresaber.net


Muitos amigos me abordam para saber minha opinião sobre o preço dos vinhos no Brasil. Alegam que não conseguem beber bons vinhos porque estão caros. Concordo em parte.

Os vinhos, assim como tudo no Brasil atualmente, estão com valor elevado. É o chamado Custo- Brasil, decorrente em grande parte da nossa alta carga tributária. Diferente da Europa, onde é taxado como alimento, no Brasil o vinho é classificado como artigo de luxo. 
Porém, o conceito de "caro" é extremamente complexo; depende do bolso de cada um, e de quanto você está disposto a gastar. Como fala Jorge Lucki no seu ótimo "A experiência do gosto" (Companhia das Letras), "vinho caro é aquele que não vale seu preço"... 

Por outro lado, conforme dizia o sábio Émile Peynaud, falecido professor de enologia, é o consumidor que faz a qualidade dos vinhos. "Se há maus vinhos, é porque há maus bebedores", pregava. Respeitando o conhecimento de cada um, entendo a frase do professor, que acreditava caber a nós, consumidores, a missão de desestimular os produtores de maus vinhos. E conhecimento, no mundo do vinho, significa degustar e degustar, o maior número possível de amostras, reconhecendo o valor de cada produto, e aceitando pagar mais por um vinho de qualidade superior.

Beber bons vinhos na Brasil a preços razoáveis é possível, basta saber onde procurar. Com a abundância de bons sites e revistas de referência na web, o "garimpo" dos vinhos ficou mais fácil, bastando investir um tempo na pesquisa. A afirmativa: "o vinho é ruim, mas é barato" é inaceitável.

Nas últimas degustações, tenho dado uma atenção particular nos vinhos de bom custo benefício, e listo aqui alguns bons exemplos desta categoria:

BRANCOS (bons para o verão que se aproxima)


Quinta do Seival Alvarinho 2013: ótima surpresa na degustação de Alvarinhos da Menu; elaborado pela Miolo (sim, é brasileiro) na fronteira com o Uruguai apresenta cor amarelo palha, com aromas de frutas tropicais, anis e notas de baunilha, entregando a passagem pela madeira (fermenta e permanece em contato com as borras por 1 ano). Encorpado, com excelente acidez e retrolfato com lírio seco, cinzas. Tem 12,5% de álcool e custa R$59,83 na Miolo.

Boa harmonização com pescados e frutos do mar, com bom corpo para encarar até uma Moqueca...






Vistamar Sepia Reserva Sauvignon Blanc 2011. Chileno do Vale de Casablanca, de cor amarelo bem claro, com reflexos verdeais. No aroma, predominam os cítricos, com uma nota vegetal. Leve e bastante fresco na boca, acompanha bem uma salada com queixo de cabra e pescados na grelha.
A título de curiosidade, recebeu 90 pontos de Robert Parker (safra 2013) e custa R$ 42,00, na Wine Spanholo


Riesling Olberg Spatlese 2011; apesar do preço (R$ 97,00), dificilmente você encontrará um vinho nesta faixa de preço que combine tão bem com a culinária asiática... Cor amarelo palha, com aromas minerais, frutas brancas, ótima acidez e álcool baixo (9,5%), aliado ao açúcar residual perceptível e característico, faz um par perfeito com os pratos mais apimentados. Importado pela Winebrands









TINTOS



Luccarelli Primitivo IGP 2012; álcool 14%: cor rubi intensa, aromas de frutas escuras, folhas de hortelã e notas terrosas. Boa acidez, corpo médio, taninos um pouco mais rústicos, não incomodam. Interessante retrolfato com chocolate amargo. Por R$ 37,00 na Casa Flora, é uma belíssima compra!!!!









Baladero Cabernet Sauvignon 2011: os vinhos da Fermasa são conhecidos por sua ótima relação custo benefício. Bem feitos e fáceis de beber, toda linha é bastante homogênea. Este Cabernet é bastante frutado no nariz, com notas de baunilha. Na boca é bastante equilibrado, com taninos redondos. Sai por R$ 36,50 na Barrica Negra








E para prestar MUITA ATENÇÃO:




Principe Siciliano Rosso: um siciliano IGT de ótimo custo benefício, aromas frutados e florais, fácil de beber (e de gostar!!); uma bela introdução à uva Nero d'Avola, com valor próximo de 50 reais.











Mamertino Rosso: este vem com o selo de 5º colocado na degustação do Encontro de Vinhos que reuniu todas as melhores amostras do ano. E não é por menos: 90% de Nero d'Avola e 10% de Nocera. Coloração rubi média, com aromas que remetem a frutas maduras e notas animais (estábulo, couro).Excelente acidez e corpo, com taninos um pouco mais rústicos. Próximo de 100 reais, mas vale cada centavo...

Os dois vinhos são da Italy's wine, Fale com Elizeu no número 985267935

19 de novembro de 2014

Dicas quentes....ou melhor, frescas: FESTIVAL AVELEDA!


Gosta de vinhos frescos, leves e com excelente acidez? Então se liga nesse evento: Festival Aveleda


A Aveleda é um dos principais produtores de vinho em Portugal que, desde sua fundação em 1870, combina tradição e inovação. Pertencente a uma empresa familiar, a Aveleda chega ao Brasil pelas mãos da Interfood Importação e, em parceria com restaurantes de São Paulo, Campinas e São Roque apresenta o Festival Aveleda, que acontece de 14/11 a 07/12.

São ao todo 14 endereços que destacam em seus menus opções de pratos ou entradas que harmonizam perfeitamente com uma grande estrela: o Aveleda Alvarinho. Durante o período da ação, todos os clientes que consumirem nas casas participantes ganham uma taça de Aveleda Alvarinho para degustação.

Destaques:

Bacalhoeiro Restaurante

Saladinha de Feijão Fradinho e Bacalhau (R$ 25,00).



Rua Azevedo Soares, 1.580 – tel.: (11) 2293 1010, 2227 0883.
Obs: Tem Monitores infantis (BOOOAAA SACADA), cardápio infantil, ar condicionado, acesso e banheiro adaptado para portadores de necessidades especiais. Há opções vegetarianas. 







Taberna 474

Bacalhau Fresco (R$ 62,00) elaborado com bacalhau não curado, grelhado com pele, coberto por suave tapenade de azeitonas pretas e muito bem acompanhado por uma cama de legumes, composta por aspargos, batata bolinha, palmito pupunha e tomate cereja.

Rua Maria Carolina, 474 – Tel.: 3062-7098 






Adega Santiago – Shopping Cidade Jardim

Bacalhau  na lenha (R$ 145 para duas pessoas).



Av. Magalhães de Castro, 12.000 | Marginal Pinheiros – 4º piso, Telefone: 3758-4446. 










A bela Sintra

Grelhado Misto de Frutos do Mar, elaborado com camarões, cavaquinha, lula, polvo, salmão, arroz de brócolis, abacaxi e molho apimentado. R$129,00.

Rua Bela Cintra, 2325 tel (11) 3891-0740 / (11) 3891-1090





Sensi Gastronomia

Tagliatelle ai frutti di mare - massa longa, camarões, lula, polvo, tomate fresco, ervas, pimenta biquinho e vinho branco. (R$ 52,00).

Rua Gabriele D'Annunzio, 1345 Telefone 011 2478 5099




Vino!

Couvert + prato principal - Pirarucu grelhado com palmito pupunha assado e cogumelos ao molho de limão (R$ 99,00 + 10%).

Rua Professor Tamandaré de Toledo 51, Itaim Bibi - São Paulo - SP  Tel.: (11) 3078-6442




Beaujolais Noveau, que tal experimentar?


INTERFOOD APRESENTA BEAUJOLAIS NOUVEAU DE GEORGES DUBOEUF

A Interfood Importação traz mais uma vez ao Brasil a edição limitada do reconhecido vinho francês Beaujolais Nouveau de Georges Duboeuf, considerado “O Rei do Beaujolais”. Celebrado por ser o primeiro vinho do ano na França, ele tem sua chegada anunciada com a célebre frase: “Le Beaujolais Nouveau est arrivé! (O Beaujolais Nouveau chegou!)”. O lançamento acontece sempre na terceira quinta-feira do mês de novembro, e este ano será no dia 20 de novembro (amanhã!!!!!!).

A safra de 2014 foi muito generosa, proporcionando a este vinho uma atraente cor vermelho rubi, aromas de morango, framboesa e um toque de pêssego vermelho. No paladar é elegante, frutado e fácil de beber, com um delicioso final.

Preço consumidor: R$ 124,90. Mais informações no site da importadora, que você acessa aqui

7 de novembro de 2014

Dica diferente para o fim de semana...




Com certeza você já foi a algum casamento onde havia esse drink clássico: Bellini!

Tivemos a oportunidade de degustar no Winebar o Bellini produzido e engarrafado pela família Canella, e trazido ao Brasil pela Expand.

Trata-se de um coquetel (de baixa caloria, 57 kcal/100g!) composto por duas partes de Prosecco e uma parte de suco de pêssego branco. São adicionadas 2 a 3 gotas de framboesa em cada garrafa para torná-lo mais atraente, segundo o gerente de exportação da vinícola, Fabio Lunardi. As vinhas para a produção de prosecco são propriedade da família Canella, na região nobre do Vêneto, Valdobbiadene. Os pêssegos brancos vêm de uma outra propriedade da família na região da Emilia Romagna.

Em um programa descontraído, como todos programas do Winebar, Fabio contou várias histórias e curiosidades sobre a bebida, estando acompanhado do bem-humorado Otavio Piva de Albuquerque, fundador da Expand. Criado num tórrido verão veneziano de 1948, em um conhecido restaurante próximo à Piazza San Marco, o Bellini (homenagem ao pintor italiano Giovanni Bellini) surgiu como drink para um encalorado cliente que aguardava sua vez... 

Passados 40 anos, Luciano Canella, atento às tendências de mercado e no desejo do consumidor de bebidas de baixa caloria e álcool, teve a "sacada" de engarrafar e comercializar o Bellini, após uma árdua pesquisa. Tudo no sentido de manter todo frescor que a bebida feita na hora proporcionava. E conseguiu!

Algumas dicas para degustar a bebida são servi-la beeeem gelada (uma passagem pelo freezer é recomendada) e agitá-lo um pouco antes de servir. Fabio Lunardi recomenda harmonizá-lo com coquetéis, saladas e antepastos.

Docinho, de baixa caloria e baixo teor alcoólico? Experimente! Com UM agachamento (segundo Otavio) você já gastou as calorias...risos.

Você pode conferir o programa completo aqui.

O Bellini é comercializado em garrafa de 750 ml (R$85,00).




1 de novembro de 2014

Sabores da Mantiqueira


Tá estressado? Vai viajar!! E para onde? Minha dica é São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, no Vale da Paraíba.

E se você quiser ficar num lugar que alia bom gosto a conforto, sofisticação a simplicidade, gastronomia excepcional a simpatia dos proprietários, tudo isso tendo uma paisagem deslumbrante como pano de fundo e (obviamente) excelentes vinhos, esse lugar chama-se Teto do Cafundó.

Localizado a 8 km do centro de São Francisco Xavier, encravado no alto da montanha e com apenas 5 chalés disponíveis para casais, a pousada é capitaneada pelo casal Renato Nivoloni e Tatiana Gonçalves, a Tati. Responsável pela cozinha da pousada, Renato prepara receitas que são puro esmero, inclusive o café da manhã em várias etapas. Sua esposa Tati é de uma gentileza sem par; atenciosa, explica em detalhes, com toda paciência e tempo do mundo as atrações, lojinhas e caminhos da região.

Café da manhã: cores e sabores




Visual do restaurante...

Uma das "Experiências Cafundó" (altamente recomendada) é o Pacote Gourmet; contempla dois jantares em vários passos, sendo o primeiro na pousada, onde Renato desfila suas criações acompanhadas de vinhos cuidadosamente selecionados. O segundo jantar ocorre no Restaurante Yoshi, localizado na cidade, quando o Chef Thompson Lee (professor de várias universidades de gastronomia) traz à mesa o melhor da culinária asiática.

Domaine de Liboreau:
Uma boa surpresa...
No jantar especial da Pousada, Renato abriu os trabalhos com um criativo medalhão de mandioquinha recheado de nozes e roquefort. Para escoltá-lo, um Cava Cristalino Brut, com ótima acidez, contrabalançando a untuosidade do prato. Na sequência, o peixe emblemático da região: truta em crosta de castanha do Pará com molho de queijo de cabra. Bastante delicado, o peixe criou a base perfeita para o saboroso molho. E que vinho melhor para combinar com um queijo de cabra do que um belo Sauvignon Blanc? Se for pouco conhecido então... a surpresa pode ser grande... Exatamente o que ocorreu com este Domaine de Liboreau, da região de Charentes, trazido pela importadora Decanter. O Lombo de cordeiro ao molho trufado guarnecido de purê de batatas veio acompanhado pelo moderno Pago de Cirsus Oak Aged Navarra, um corte de Tempranillo, Merlot e Syrah. Macio, encorpado e cheio de especiarias, combinou perfeitamente com o cordeiro.
Fechando a noite, um velho conhecido: Château Ramon, vinho doce de Montbazillac, região próxima à Bordeaux, conhecida por seus vinhos botritizados de bom custo benefício. Para harmonizar, Renato serviu uma sopa morna de frutas vermelhas com sorvete de creme e crocante de castanhas - simplesmente divino!








Pela manhã, a dica é dormir um pouco mais, tomar o café da manhã (se é que podemos chamar de café uma refeição que substituiria facilmente o almoço) e conhecer pequena São Francisco Xavier e arredores através das dicas preciosas da Tati. Interessante você estar na rua principal da cidade, em frente a uma praça com coreto e olhar para as quatro direções: no seu horizonte, montanhas para todos os lados... como é bom sair da "Selva de Pedra"!

a "encravada" nas montanhas São Francisco Xavier


À noite, no Restaurante Yoshi, chega a vez do sotaque chinês, japonês e vietnamita. Thompson Lee, chef de formação nova-iorquina (Culinary Institute of America), com passagem pelo Restaurante Mestiço (São Paulo), é filho de pais chineses e consegue, com raro vigor, desenvolver receitas ancestrais, bem como as originárias do país de sua esposa, a simpática japonesa Geisa. O toque familiar, com a presença do filho pequeno no restaurante, brincando com as simpáticas carpas do lago que compõe a pouco chamativa fachada, traz um aconchego especial ao ambiente.

E eu, que já estava prevendo uma culinária mais "picante", cheia de especiarias, saquei o meu vinho preferido para estas ocasiões: Oberhäuser Leistenberg Riesling Kabinett 2010, do produtor Dönnhoff. Acidez lá em cima, com toque de doçura para amansar os pratos com pimenta...




Do rolinho vietnamita, passando pelo salmão grelhado em crosta de gergelim e pelo inusitado robalo sobre aspargos com molho de soja negra, o apuro do chef cresce em progressão geométrica, finalizando pela sobremesa composta pelo trio de banana flambada, sorvete de coco queimado e o lindo sagu de tapioca com "cocada" de abóbora japonesa.


Robalo sobre aspargos com molho de soja negra

Trio de sobremesas

















No dia seguinte, a dica é acordar mais cedo para o desjejum (sempre diferente) e "bater perna" nas trilhas e cachoeiras, gastando as calorias e se preparando para o almoço...risos

Cachoeiras...


Depois, outra maravilhosa refeição servida por Renato e Tati...

Truta ao molho de mel, gengibre e mostarda com purê de mandioquinha

Banana em calda quente de laranja e cardamomo com sorvete de creme

Queijo Brie com mel e lascas de amêndoas
...e um vinho especial para acompanhar a sobremesa e fechar com "chave de ouro": Heimbourg Pinot Gris Selection de Grains Nobles 2005 da Domaine Zind Humbrecht, comprado há muito tempo na Expand e aguardando a hora certa...




No fim, se você optar por sair mais tarde, resta curtir o pôr do sol dando não adeus, mas um ATÉ BREVE ao Teto do Cafundó!




14 de outubro de 2014

Salton e suas novidades no Winebar!




Para quem ainda não conhece, o Winebar é um inovador veículo de comunicação, criado por Alexandre Frias e Daniel Perches, onde através de descontraídas transmissões on line, produtos do mercado de vinhos são expostos. 

No dia 14 de outubro de 2014, a vinícola Salton foi o tema do programa. Criada há mais de 100 anos pelo imigrante italiano Antonio Domenico Salton em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, é reconhecida como uma das principais vinícolas do país. No seu portfólio, mais de 50 vinhos, de diversas linhas.

Fachada da Vinícola



Pois bem, tive o prazer de acompanhar Lucindo Copat, enólogo-chefe da vinícola Salton, na apresentação dos lançamentos da vinícola. E que lançamentos legais!

O primeiro vinho apresentado por Lucindo foi o Salton Paradoxo Gewurztraminer 2014. Coloração verdeal, aromas exóticos de lichia, rosas e goiaba branca. O que aparenta ser doce no aroma, na boca, apresenta-se como um vinho seco e leve, com acidez média. Harmonizei com uma pizza de mozzarella especial, com temperos, e não fez feio... Classicamente poderíamos tentar um queijo Munster ou algum prato de culinária indiana, rica em especiarias...hummm. Preço: R$ 25,00

Na sequência, degustamos o Salton Poética Rosé. Belíssima cor rosa clara, com intermináveis borbulhas... Exemplo de Charmat bem - feito (método de vinificação de espumantes). No nariz, predominam aromas de frutas vermelhas, como groselha, e notas cítricas. Refrescante e leve na boca. Degustei-o com uma bela salada caseira com atum, e foi bem. Acredito que com salmão iria ainda melhor. Esse vinho é um verdadeiro achado para festas de fim de ano, por R$30,00!!

E finalizamos a degustação com o interessante Salton Intenso Marselan Teroldego 2014. Cor rubi com reflexos violáceos, aromas de frutas negras, notas de especiarias (pimenta) e menta. Médio corpo, equilibrado com acidez. Foi bem com o pão de calabresa temperada com erva doce. Preço: R$ 28,00

winebar-salton

Todos os vinhos você pode adquirir na Loja Virtual Salton




29 de setembro de 2014

Degustação Codorníu/ Bodega Septima


Bodega Septima (fonte: bodega septima /multimedia)

Pertencente ao grupo espanhol Codorníu Raventós (famoso entre nós pela cava), a Bodega Septima está localizada na Província de Mendoza, com seus vinhedos na região de Agrelo, ao pé da Cordilheira dos Andes. Moderna, a edificação ocupa uma área de mais de 5000 metros quadrados, com capacidade de armazenamento de 3 milhões de garrafas. 

Leticia Arena, simpática gerente de Marketing da Bodega Septima, foi a responsável por apresentar os produtos, importados pela Interfood/ Todovino, no Restaurante Tempranillo (Rua Jacques Félix, 381, São Paulo). Nada melhor que um bom restaurante de sotaque ibérico para receber uma degustação de vinhos que hablan por si com bom custo benefício.

Nossa degustação iniciou-se por uma velha conhecida: Cava Codorníu Brut. Clássica, de cor amarelo palha, com bolhas pequenas e numerosas, esta cava passa 9 meses em contato com as leveduras. No nariz, aromas frutados de maçã e tostados, com uma nota defumada típica das cavas. Boa acidez e bom corpo, feita com uvas tradicionais: Macabeo (40%), Xarel-Lo (40%) e Parrelada (20%). Preço: R$ 69,90.

O próximo vinho foi outro espumante: Cava Codorníu Pinot Noir Brut. Bela coloração rosada de média intensidade, com borbulhas bastante numerosas. Aromas de frutos vermelhos maduros, com notas terrosas e de leveduras (pão). Excelente corpo, ótima acidez e pronunciado retrolfato de frutas secas. Final um pouco mais quente, porém redondo. Muito gastronômica!. Preço: R$ 108,90.























Os "tapas" servidos de entrada combinaram perfeitamente com os espumantes, com destaque para a deliciosa Chistorra (linguiça) com batata rústica e cogumelos.




Na sequência, entraram em cena os tintos da Bodega Septima; iniciamos com o Septima Malbec 2012, da linha varietal (14% Álcool). De cor violácea, apresentando aromas mais frutados que os habituais florais, típicos da Malbec. Letícia explicou que utilizam uma pequena passagem por carvalho de segundo uso (6 meses) para preservar o máximo o caráter frutado. Na boca, acidez média alta, com bom corpo; o floral foi aparecendo aos poucos. Final quente. Bom vinho com bom preço: R$ 44,90. Essa linha de vinhos também conta com varietais de Cabernet Sauvignon e Syrah.



Um degrau acima, o Septimo Dia Cabernet Sauvignon 2011 (14,5% Álcool) apresentava coloração rubi intensa, agradável aroma de cassis, couro novo e especiarias frescas. Excelente na boca, com corpo médio alto, retrolfato com nota de baunilha e persistência média alta. Passou 10 meses em barricas de carvalho americano de segundo uso. Muito bom vinho a R$ 87,90. Foi o meu preferido da degustação.













Top de linha, o Septima Gran Reserva 2011 é produzido com um blend de 60% de Malbec, 30% de Cabernet Sauvignon e 10% de Tannat. Passa 6 meses em garrafa após envelhecer 18 meses em barricas de carvalho americano e francês de primeiro uso. Decantado antes do serviço, apresentava coloração violácea de média intensidade, chamando atenção pela paleta aromática de rosas, clara referência à Tannat, segundo Leticia. Muito redondo na boca, encorpado e com taninos ainda por amadurecer. Excelente potencial de guarda. Preço: R$ 105,90


Acompanhamento para os tintos? Arroz de Buchecha de boi, impecável. Prato encorpado, pedia um vinho de peso semelhante, e encontrou o par perfeito no Gran Reserva...




Outro vinho "TOP" da linha, que tive recentemente oportunidade de conhecer e faço questão de mencionar, é o Septima Gran Reserva 10 Barricas Cabernet Sauvignon 2010. Uma edição limitada a 2640 garrafas, com passagem de 24 meses por barricas francesas e americanas novas e 1 ano em garrafa. Rubi intenso, nariz potente e frutado (cassis, cerejas), com uma nota de couro novo. Encorpado, boa acidez, taninos macios e redondo na boca, uma versão mais musculosa do Septimo Dia, com potencial de evolução, mas ótimo para beber agora. Preço: R$ 151,90. Fiz uma boa harmonização com fondue de carne (uma versão em que a carne não é frita, e sim "cozida" num molho à base de vinho).



Os vinhos podem ser adquiridos pelo telefone (011) 2602-7266 ou no site da importadora que você acessa aqui